“O universo agora conspira a meu favor.
O céu chora em sinal de dor.
O sol se escondeu há tempos, pois teve vergonha.
As nuvens se transformaram e o meu coração se despedaça e se revolta na escuridão,
em forma de protesto em prisão.
Os pássaros não cantam,
pois ninguém mais os ouve.
As árvores se balançam,
os rios se enchem e os mares se revoltam.
A natureza não alcança seu equilíbrio.
Os homens vivem no desespero.
O homem vive sozinho e com medo.
O homem tem tudo e sente que tudo lhe falta.
O homem perde a esperança tornando-se um espectro de ameaça.
O homem mata e destrói,
o homem fere, mas é “sensível”.
O homem às vezes ama aquilo que não faz nenhum sentido.
O homem se diverte e tem receio.
O homem odeia e não quer jamais ser odiado.
O homem se julga “dono do mundo.”
Mas este homem, orgulhoso e egoísta,
muitas vezes esquece de cuidar e ser o dono de si mesmo.
Quem se diz racional e mata?
Quem se diz sensível e fere?
Quem se diz amigo e magoa?
Estes são os homens que me perseguem.
Deus… anjos… homens… seres vivos…
Deus é o pai de todos? Anjos são protetores?
Homens destroem seres vivos.
Matam a si mesmos,
destroem a vida sem sentido.
Destroem sua morada.
Matam tudo cegamente, até
que enfim… alguém os mata!”
Douglas Piruzini.

Nenhum comentário:
Postar um comentário