domingo, 23 de outubro de 2011

ANTROPOCENTRISMO


       
       “O universo agora conspira a meu favor. 
        O céu chora em sinal de dor. 
        O sol se escondeu há tempos, pois teve vergonha.
As nuvens se transformaram e o meu coração se despedaça e se revolta na escuridão,
em forma de protesto em prisão. 

Os pássaros não cantam, 
pois ninguém mais os ouve. 
As árvores se balançam,
os rios se enchem e os mares se revoltam. 

A natureza não alcança seu equilíbrio.
Os homens vivem no desespero. 
O homem vive sozinho e com medo. 
O homem tem tudo e sente que tudo lhe falta. 
O homem perde a esperança tornando-se um espectro de ameaça.

O homem mata e destrói, 
o homem fere, mas é “sensível”.
O homem às vezes ama aquilo que não faz nenhum sentido. 
O homem se diverte e tem receio. 

O homem odeia e não quer jamais ser odiado. 
O homem se julga “dono do mundo.” 
Mas este homem, orgulhoso e egoísta, 
muitas vezes esquece de cuidar e ser o dono de si mesmo. 

Quem se diz racional e mata? 
Quem se diz sensível e fere? 
Quem se diz amigo e magoa?
Estes são os homens que me perseguem. 

Deus… anjos… homens… seres vivos… 
Deus é o pai de todos? Anjos são protetores?
Homens destroem seres vivos.
Matam a si mesmos,
destroem a vida sem sentido. 

Destroem sua morada. 

Matam tudo cegamente, até
que enfim… alguém os mata!”
                                                Douglas Piruzini.

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