“Morte? Quem és tu? Injusta e maldita.
Por que demoraste tanto
para acabar logo com esta pobre vida?
Por que às vezes tu, morte,
fazes o tempo passar tão lento!
E por que às vezes,
o tempo passa rápido como o vento?
Oh morte que andas pelas ruas
não temas em dizer que meu dia se aproxima,
ao menos explique, ó morte,
por que esta noite a solidão se mantém tão forte?
Vem cumprir o que me foi negado,
aproxima-te e tenta tirar de mim todo pecado,
pecado este que me consome.
Tua face de fronte à minha
não causara ódio, pânico ou medo.
Tu morte… Vives a apaziguar-te com aqueles que te veneram.
Matas com orgulho aqueles que se desesperam ao ouvir o teu nome.
Já me dizes quem és tu?
Por que tens este nome? MORTE.
Tu és orgulho e desprezo.
Tu és o fim de um “tal” recomeço.
Tu és quem não vive a temer o tempo.
Tu és onipotente.
Tu és tu morte,mas não te vejo.
Mostra-me tua adaga e tua foice.
Oh morte! Dança comigo esta noite,
canta-me talvez uma canção de ninar,
pois a esperança deixou de existir em meu peito
e talvez nunca mais existirá.”
Douglas Piruzini.

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