Sonho com o frescor da brisa na face, dos verdes
claros brilhantes em folhas de altas árvores, jovens, do velho mundo…
perdido. Sol radiante (ar puro), iluminando e aquecendo minhas mãos
calejadas, de pele sensível e pigmentada.
Sonho com a pressão nos tímpanos, nas mais altas
montanhas, o ar puro e a vista virgem e livre da fálica e iníqua
destruição flamejante (humana).
Sonho com o gosto doce, da água pura, cristalina,
dos rios que desaguam em terras desconhecidas e na água, no sal e na
vida em sua mais bela amplitude.
Imagino o céu limpo, os desenhos surreais, das milhares de partículas que formam o algodão doce na imensidão.
Espero as brilhantes estrelas, a chuva, o cheiro do barro, da cidreira, do mato.
Entro em êxtase com o som do universo em movimento e
dos animais em harmonia. O trovão. Os olhos dos deuses nas mais belas
tempestades.
Eu vejo as cores, quando no sol a pino, nasce o arco-íris.
Eu sinto o toque…
Eu ouço…
Eu vejo…
Eu cheiro e provo da perfeição da vida… Utopia.
Douglas Piruzini
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